Se escolhêssemos aleatoriamente uma pessoa que passasse na rua e lhe perguntássemos se sabia o que era a alimentação saudável, muito provavelmente essa pessoa iria saber responder corretamente à pergunta ou, pelo menos, iria enunciar alguns dos aspetos que tantas vezes são recomendados para fazermos uma alimentação benéfica para a saúde. Contudo, se perguntássemos a essa mesma pessoa se sabia o que era a alimentação sustentável ou algumas medidas para a pôr em prática, a probabilidade de uma resposta correta diminuiria consideravelmente.

A educação, tanto de crianças como adultos, no campo da alimentação saudável tem, sem dúvida, melhorado bastante. Contudo, existe uma grande lacuna que se prende com o facto de não nos apercebermos que, ao fazermos algo tão simples e vital como ir às compras ou preparar uma refeição, podemos estar a prejudicar de uma maneira ou de outra, o planeta que nos serve de casa e de sustento. Agora, imaginem esta realidade multiplicada por 7 biliões de pessoas e por 3 refeições diárias!… Para além disso, também nada tem de sustentável o facto de termos quase um quarto da população mundial a passar fome, enquanto muitos de nós desperdiçam comida.

Os danos que infligimos ao nosso planeta com o tipo de alimentação que fazemos são muitos e, por isso, devemos contribuir de alguma forma para minimizar estes estragos. Assim, parece-nos que precisamos de começar por saber o que é uma alimentação sustentável. Trata-se de uma alimentação que conjuga os vários alimentos que temos disponíveis em cada estação do ano e na região em que vivemos com o consumo adequado aos mais diversos estilos de vida, tendo o cuidado de evitar os desperdícios.  

A maioria das pessoas nem imagina a pegada ecológica de alguns alimentos, alimentos esses que já tiveram uma grande “história de vida”. Algumas vez pensámos no facto de que ao consumirmos uma manga vinda do outro lado do Atlântico ou no facto de que ao optarmos por comprar fruta fora da sua época normal de produção, estamos a prejudicar o nosso planeta? Muitas das vezes consumimos alimentos que são importados de países longínquos e cujo custo ambiental do seu transporte, por avião, barco ou camião, para além do custo económico, é maior do que o que imaginamos. Alguns outros alimentos são tratados com imensos químicos para crescerem mais e ficarem com um aspeto apetecível, sendo desperdiçados muitos por não atingirem o tamanho requerido ou não terem um aspeto tão cativante. Há ainda alimentos que para crescerem mais rapidamente e poderem ser vendidos fora da sua época normal de colheita implicam maiores consumos de água, químicos e energia.

Afinal a questão que se põe é qual o problema de optarmos por comer fruta ou legumes da época, produzidos localmente? Qual o problema de aproveitarmos também as frutas e legumes eventualmente menos bonitos ou de tamanho por vezes menor? Problema?! Nenhum!!! O problema está em não fazermos isso, porque no fim de contas, somos sempre nós que “pagamos” as más ações que cometemos contra a Terra, já que à medida que ela “adoece” nós adoecemos com ela.

 E uma vez que de alimentação saudável todos percebemos muito, hoje optámos por lembrar 10 dicas que ajudam a ter uma alimentação sustentável:

  • Quando forem às compras estejam atentos à origem dos alimentos;
  • Prefiram alimentos produzidos em solo nacional e na região;
  • Prefiram alimentos biológicos;
  • Deem preferência aos alimentos frescos e evitem os congelados;
  • Evitem o desperdício, comprem e cozinhem apenas o que vão realmente consumir;
  • Escolham alimentos com menor número de embalagens possível, para diminuir os resíduos que geramos;
  • Reutilizem algumas embalagens dos produtos. Existem formas muito giras e criativas de reutilizar o que temos à disposição;
  • Após reduzirmos e reutilizarmos as embalagens temos de reciclar aquelas que não utilizamos;
  • Façam compostagem, produzindo adubo orgânico, com as cascas dos alimentos, por exemplo, juntamente com a relva e folhas, para fertilizarem os jardins, se os tiverem;
  • Se possível, podem tentar criar uma pequena horta biológica em casa, onde cultivem parte dos produtos que consomem.

                                                                                                                                                                         

Se tentarmos pôr em prática alguns destes conselhos teremos uma forma de vida mais sustentável. O Planeta agradece e todos nós que o habitamos também!

 

Bibliografia: https://www.jasminealimentos.com/blog/vida-integral/alimentacao-saudavel-e-sustentavel/

 

Trabalho realizado por:

Maria Célia Gaspar-10ºB

Filipa Costa Saraiva -10ºB

Inês Nunes Coelho-10ºB